O que é contracepção de emergência?
A pílula do dia seguinte é uma forma de contracepção de emergência. Ela pode ser considerada depois de uma relação sexual desprotegida, rompimento do preservativo, esquecimento de método ou outra situação em que exista risco de gravidez não planejada.
Ela não foi criada para substituir um método contraceptivo de uso contínuo e não protege contra infecções sexualmente transmissíveis. Preservativos internos ou externos continuam sendo importantes para reduzir o risco de ISTs.
O tempo desde a relação, o medicamento disponível, o momento do ciclo, o uso de outros remédios e a possibilidade de uma gestação já existente podem mudar a orientação. Por isso, diante de uma dúvida, procurar orientação o quanto antes costuma ser mais útil do que esperar os sintomas aparecerem.
Por que ela não é um método para usar sempre?
A contracepção de emergência existe para situações pontuais. Quando esse tipo de situação se repete, vale conversar sobre um método que combine com a rotina, o histórico de saúde e os planos reprodutivos de cada pessoa.
Há diferentes opções de contracepção regular, como preservativos, pílulas, injeções, DIU e implante. A melhor escolha não é igual para todas: efeitos percebidos, preferências, contraindicações e desejo de engravidar no futuro também entram na conversa.
Ela pode alterar a menstruação?
Depois do uso, podem ocorrer mudanças no dia da menstruação, no fluxo ou na duração do sangramento. Algumas pessoas percebem a menstruação antes ou depois do esperado, ou um sangramento diferente do padrão habitual.
Essas alterações precisam ser interpretadas no contexto da data da relação, do ciclo e do método usado. Sintomas isolados, como náusea, cólica ou sensibilidade nas mamas, não confirmam nem descartam uma gravidez.
Quando fazer teste de gravidez?
O resultado depende do tipo de teste e, principalmente, do momento em que ele é realizado. Um resultado negativo muito cedo pode não encerrar a dúvida. Se a menstruação não vier como esperado, houver relação com risco ou persistir a incerteza, procure orientação para entender se é necessário repetir o teste e em qual momento.
Um teste positivo merece acompanhamento para que a gestação seja avaliada no momento adequado. Já dor forte acompanhada de sangramento, tontura importante ou desmaio não deve ser acompanhada apenas em casa.
O que fazer depois?
- Não use a contracepção de emergência como estratégia contraceptiva habitual sem orientação;
- Converse sobre quando iniciar, retomar ou trocar um método regular;
- Use preservativo nas relações, inclusive para prevenção de ISTs;
- Registre a data da relação, do uso e das mudanças do ciclo, se isso ajudar na consulta;
- Procure atendimento se houver dor intensa, febre, desmaio, sangramento importante ou mal-estar acentuado.
Fonte de informação
Ministério da Saúde — contracepção · Ministério da Saúde — ISTs